ATÉ QUE O DIVÓRCIO NOS SEPARE...

sábado, junho 11, 2016




Oi Gurias e Guris!

"Quem sabe o dia que eu entender melhor minhas atitudes eu consiga entender o que aconteceu e como aconteceu, num dia até a meia-noite eu tava bem casado e no outro dia meu casamento estava ruindo. Eu achava que estava agindo certo fazendo tudo certo mas... de pouco adiantou porque não via reação e parecia ser só eu quem queria manter o casamento!" (palavras do ex-marido)

Então era isso. Um relacionamento de 9 anos, um casamento no cartório e na igreja de 7, uma depressão profunda de 2, uma desconfiança que se instala, um amor que se esvai e então uma separação que já completa 1 ano e meio (ou quase!).

Muitas lembranças boas restaram, três filhos lindos nos completaram, mas como tudo na vida, teve um fim. Não foi um dos piores porque não houve briga, nem bate-boca, nem ofensa, nem agressão de qualquer tipo, mas como qualquer fim, teve sua dose de dor, de tristeza, de saudade, de raiva, de inveja, de aceitação, de sentimento de independência, de recaída (porque ninguém é de ferro, né?), de constatação e então de superação.

Com a separação de um casal com filhos há sempre a preocupação com o bem estar das crianças, certo? Certo!
 
Foi o primeiro assunto conversado assim que decidimos que a nossa separação seria o melhor a ser feito, antes que a convivência se tornasse insuportável e perdêssemos o respeito um com o outro na frente das crianças.

Nossa filha mais velha já tinha idade para entender a separação e, pensando que ela sofreria demais com o fato de ver o pai arrumar suas coisas e sair de casa, decidimos que ela moraria com a avó paterna em outra cidade (coisa que hoje me arrependo de ter feito. Ela não foi maltratada, muito pelo contrário, e a escola também era ótima, mas a perda do convívio com os irmãos e comigo tornou-a uma criança mimada e isolada. Estamos trabalhando isso em família mas se pudesse voltar atrás, não teria deixado ela se afastar) até a poeira baixar e estivéssemos reorganizados.

Aos pequenos (com 3 e 2 anos) ele ficou de dar toda assistência possível além de uma ajuda financeira (o cartão alimentação que ele recebia da empresa em que trabalhava) que foi razoável por um bom tempo - com a crise não ficou fácil pra ninguém, né? - afinal ele tinha os seus gastos com a mudança e restabelecimento e eu ainda estava (ainda estou, na verdade) desempregada.

Então passou um ano e nossa filha mais velha teria que voltar pra casa, pois fora esse o combinado. No entanto houveram alguns desentendimentos quanto ao que seria melhor pra ela: uma escola melhor, em cidade do interior onde o ensino é "mais puxado", ao lado da vó que tinha condições de dar tudo o que ela precisasse, ou vir para uma escola não tão boa quanto a da outra cidade mas bem próxima de casa, ficar mais perto do pai, e voltar a morar com os irmãos e com a mãe desempregada?
Tenso, né?

Pensei seriamente em abrir mão da guarda deles e até afirmei isso, com a condição de tê-los todos morando no mesmo lugar, no caso, a casa do pai (ou da companheira do pai). Pensei que ia pirar se tivesse meus filhos separados por mais tempo, não os coloquei no mundo pra passar por isso!
Que conflito interior...

Enfim concordamos que seria melhor (e eu sempre pensei assim) os filhos ficarem com a mãe: Eu - só pra deixar claro... hahahaha Quando o assunto é sério assim, me dá um aperto no peito falar a respeito, preciso colocar uma risadinha no meio.

Com os três filhos comigo... já falei que ainda estou desempregada? Pois é... a ajuda financeira tornou-se insuficiente (não posso deixar de mencionar que meus pais me socorreram no que lhes foi possível). Apesar de sempre ouvir do meu ex, que não seria vantagem pedir pensão alimentícia porque certamente as crianças receberiam menos do que ele dava, resolvi arriscar.

Qual foi a minha surpresa quando procurei a Defensoria Pública para me informar a respeito???

Mulher casada não pode entrar com Ação de Alimentos contra o marido!!! O.O




Aí caiu a ficha: todos os pedidos de pensão de que eu tinha conhecimento eram para filhos fora do casamento ou de separações de uniões estáveis. O que fiz então? Entrei com o pedido de divórcio!

Sinceramente, das vezes anteriores em que falei em divórcio, meu ex não demonstrou muito interesse e até disse que "se não tivesse as suas dúvidas", ele mesmo já teria pedido... Então fiquei com o pé atrás, mas ele aceitou numa boa.

No dia 20 de Abril foi nossa primeira reunião com o Defensor Público (caracterizando um Divórcio Consensual, onde os dois estão de acordo) para conversarmos sobre como ficariam as coisas depois de assinarmos os papéis. Pra não ficar um assunto maçante, por conta das leis todas que foram conversadas (até porque não entendo muito e nem lembro também), vou apenas listar o que ficou acordado entre nós.

- Visitação livre - o pai das crianças poderá visitá-las sempre que quiser e/ou quando as crianças pedirem, inclusive podendo levá-las para passar o fim de semana com ele, sem horário nem dias fixos.

- A guarda das crianças ficou com a mãe - porque o pai estava de acordo.

- Divisão de bens - hahahaha desculpa, sem bens a dividir.

E agora  a parte que eu queria chegar e que foi surpresa tanto pra ele (o ex) quanto pra mim.

- A porcentagem dos alimentos - a ser descontada na folha de pagamento do pai em questão e depositada em conta bancária. - foi calculada da seguinte forma (conforme o Defensor nos explicou): São 3 filhos em comum e mais uma filha dele, de um relacionamento anterior. Para 4 filhos ficou assim, 30% para o primeiro filho e mais 5% para cada filho a mais, ou seja, 45% do salário dele, dividido igualmente para cada filho. Para os meus serão 33,75%.

E sabe qual foi a minha surpresa maior???
Saber que esse percetual equivale a quase o dobro (senão "o") da ajuda que ele nos dava. Mais alguém ficou surpreso???
Parece que fiz bem em ir atrás dos direitos dos meus filhos, né? Pois é!

E quer saber de mais uma surpresa??? (o post das surpresas hoje... hahahaha)
Dia 24 de Maio foi a audiência do divórcio e adivinha???

ELE NÃO FOI!!!




Ele disse que fez confusão e pensou que fosse no dia seguinte, mas algo me dizia que ele não apareceria, sei lá! Acho que mulher "sente" essas coisas né?

O juiz até pensou em remarcar para o dia seguinte, mas conversou comigo, confirmou tudo o que havíamos acertado com o defensor público, e como não me opus à nada nem às visitas livres (o juiz e a representante do Ministério Público até fizeram uma cara de "isso não é comum") - pelo menos eu acho que foi por isso - resolveu homologar na hora

"Está divorciada, moça."

Posso comemorar??? hahahaha

Agora só falta refazer os meus documentos e voltar a usar o nome de SOLTEIRA!!! \o/


E aí, gurizada? Mais alguém já passou por isso ou algo parecido?
Conta aí e vamos trocar uma ideia.


Até a próxima! o/
.

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36 comentários

  1. Oie Tais!Então,nunca passei por isso e nem por uma situação parecida como essa,mas o importante é que tudo se resolveu de uma maneira pacífica,né?E isso é bom,não só para ti e teu ex,mas para as crianças também!E com certeza,eu também sou de acordo em que as crianças devem ficar com a mãe em caso de separação.A mãe tem uma figura mais importante na sociedade (não querendo desvalorizar a figura do pai,é claro!),mas ela tem uma cumplicidade maior com os filhos,né?Eu imagino que deve ter sido muito ruim passar por essa situação,mas agora,no final de tudo,até me arrisco a dizer,assim,de longe,sem nem ter conhecimento de ti direito,mas acompanhando tua história aqui pelo blog,que "valeu a pena",né?É como diz uma certa frase:"Depois da tempestade,sempre vem o arco-íris" (é mais ou menos assim,hahaha).Fico felicíssima que tudo acabou bem e ah,sobre a Malu:Vai com calma e ao longo do tempo,a vida mesmo vai ensinando,sabe?Bom,era isso!Um beijão,sua linda!A mais nova divorciada do pedaço!Hahahahaha.Também tenho que colocar algum "haha" para ficar menos tenso,rsrsrs. Beijuxxx!

    https://guriadaescrita.wordpress.com/

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    1. Sério, Radija! Tu é uma fofa!
      A gente vê que a pessoa acompanha de verdade o blog da gente quando lembra o nome da filha sem que ele tenha sido mencionado!!! <3 Que amoooorrr...
      Amei teu comentário! E sim, valeu a pena!
      Muito obrigada.

      Um beijo.

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  2. Oi Tais! Que bom saber que você organizou sua situação na justiça, direitinho, com todos os direitos para seus filhos assegurados. Eles, os filhos não podem pagar a conta pelos nossos equívocos. No meu tempo rs rs...não foi bem assim, lamentavelmente. Eu não tive essa consciência, mas graças a Deus minhas filhas puderam estudar, são graduadas e filhas adoráveis, mesmo de vez em quando saindo uns arranca rabos... como dizia minha avó! Amei sua postagem e torço pelo seu sucesso em todas as áreas da sua vida.
    Bjs!

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    1. Com certeza, Sandra! As crianças não podem pagar pelos nossos equívocos NUNCA!
      Há alguns anos as coisas eram bem diferentes, né? Eu nem sabia que podia me divorciar tão rápido assim! Ainda bem que foi tudo tranquilo.
      E arranca rabo com filhos quem não tem, né? hahahaha
      Muito obrigada, de coração!

      Um beijo.

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  3. Ual Taís! Confesso que cheguei aqui no Blog achando que iria achar algo sobre moda e afins, mas ler sobre esse tema me surpreendeu!! E muito!! Eu tenho um filho e o pai (que mora em SP, trabalha como Freelancer e vive com o dinheiro que o pai dele manda) está cogitando voltar a morar na minha cidade e pedir a guarda do meu filho. Não faço ideia como ele vai alegar condições de ter a guarda, se não tem nem como comprovar renda, mas sem dúvida qualquer assunto relacionado a filhos é delicado, e já pensei também no que seria melhor para ele (morar comigo, com pai, ou mesmo com os avós). É muito bom saber que você foi atrás dos seus direitos e que deu tudo certo. O mais justo sempre deve ser o melhor caminho! Adorei o post! :)

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    1. Oi Carla!
      Quando eu mencionei pro meu ex que ele podia pedir a guarda das crianças, ele mesmo disse que "nenhum juiz em sã conciência daria a guarda dos filhos pro pai se a mãe tem condições de ficar com eles". Então, em primeiro lugar, fique tranquila quanto a isso, mas recomendo que procure um advogado ou a defensoria pública, nem que seja pra tirar dúvidas.
      Muito obrigada pelo comentário.

      Um beijo.

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  4. Meus pais se separaram a cerca de um ano e meio também. Eles ficaram um tempão no "separa, não separa" sendo praticamente colegas de casa. Eles moravam juntos e dividiam as contas em 2/3 pra minha mãe, 1/3 pro meu que me pagava pensão. Eles decidiram mesmo se separar quando a renda do meu pai (que não me ajudava em nada além dos 15% de pensão) estavam impedindo que eu ganhasse bolsa na faculdade - a qual eu e minha mãe não teríamos $$ pra bancar.
    Meu pai ficou muito brabo quando minha mãe finalmente levou a ideia do divórcio adiante. (Uma vez ela tinha gravado um telefonema do meu pai, história engraçada, uma amiga dela ligou pra nossa casa se fingindo de outra mulher (a qual ela não nomeou) dizendo que estava com saudade dele, e ele deve ter achado que era uma das amantes dele e deu a maior trela, marcando de encontrar e tudo. No fim a conversa foi toda gravada, minha mãe mostrou pro meu pai e ele teve a CORAGEM de dizer que aquela voz não era dele hahaha, enfim, ela levou pra um advogado o audio pra pedir divórcio mas acabou desistindo.) O divórcio deles foi bem injusto. Eles não tinham casa, mas tinham carro, moto e meu pai tinha uns 50mil no banco parado que nunca teria juntado se não fosse minha mãe pagando as contas. Pra não se estressar, minha mãe deixou tudo pra ele. Ele ainda ficou com metade dos móveis também. Foi complicado, deu uma crise financeira enorme pra mim e pra ela, mas a gente dá a volta sempre, né? Estamos aí, firmes e fortes sem precisar de um centavinho dele agora, que preferiu dinheiro e amantes a sua família ♥

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    1. Bah, Karol!
      Foi bem complicado pra vocês, como normalmente é, por isso estranhei ser "tão fácil" pra mim. Meu ex é bem desapegado de coisas materiais então ajudou e, cá entre nós, o que tínhamos em casa nem valia a pena dividir. Ele até tinha o carro, mas eu nem quis brigar por ele pois seria mais uma desculpa pra ele não vir buscar os filhos - por estar sem carro.
      Temos a vantagem de sermos mulheres fortes! Uma mulher sozinha dá a volta por cima muito mais rápido do que um homem, muitas vezes dependente de mulher! hahahaha
      Amei teu comentário e conhecer um pouco da tua história também.
      Muito obrigada.

      Um beijo.

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  5. Ele não comparece, o que ocorre é a chamada revelia. Também passei pelo divórcio mas graças a Deus eu não tinha filhos, casei jovem demais, imatura demais e devido a esse relacionamento tive o meu primeiro surto, claro diante de todo sofrimento que passei.
    Eu simplesmente fugi, depois de mais dois anos sem ele saber onde eu estava, ele pediu o divórcio através do endereço de minha vó que veio a intimação. No dia da audiência me pediu desculpas e disse que se eu quisesse ainda estaria com ele, eu sofri muito, horrores, impossível de mencionar aqui mas me libertei por um papel, enfim meu divórcio saiu.
    Você amiga é uma guerreira, somente tenho isso a te dizer, lutamos diariamente por nós e por nossos filhos.
    bjs

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    1. Bah, Ciana!
      No meu caso foi a depressão profunda que o casamento acabou me trazendo, mas acredito que nem se compara ao sofrimento que tu passou.
      SOMOS guerreiras e nunca deixaremos de lutar por nós, por nossos filhos e por nossos direitos!
      Muito obrigada.

      Um beijo.

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  6. Oi Tais! Que simples que foi pra você!
    Os meus pais se divorciaram quando eu tinha 16 anos, e no caso tinha bens a dividir então foi um stress sem tamanho principalmente para nós, os filhos. Minha mãe caiu em depressão profunda e eu tive que crescer obrigatoriamente e ter várias responsabilidades. Fico feliz que com você tenha sido rápido porque nós temos processos até hoje correndo na justiça hahah
    Beijos

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    1. Pois é né, Aline? Até estranhei.
      BAh! Que barra vocês ainda passam...
      Espero que tua mãe esteja melhor.

      Um beijo.

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  7. Nunca passei por isso, na verdade nem namorar eu namorei. Mas acredito que você estava certa. O melhor a ser feito é pensar nas crianças e tentar chegar a um acordo para que nenhuma delas seja prejudicada. Espero que essa tenha sido a melhor escolha pra você e que isso te deixe mais leve e feliz!

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    1. Nem queira passar, Lívia!
      Minha separação não foi das piores mas acredito que de certa forma eu tive sorte.
      E sim, estou leve e feliz com minha escolha.
      Muito obrigada.

      Um beijo.

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  8. Oi Tais!
    Se você está feliz, eu estou também. :)
    É engraçada essa vida de internet. Vamos criando um vínculo com alguém que não conhecemos pessoalmente, mas que nos preocupamos e temos um carinho em relação a essa pessoa. Desejo toda a felicidade do mundo nessa nova etapa da sua vida. Que você possa se conhecer melhor, (re)descobrir aquela mulher maravilhosa que está dentro de você, sorrir mais para vida, amar mais a si própria. Nem menciono os seus filhos, porque disso não tenho dúvida. O amor que você sente por eles é inquestionável! *-*
    E que processo rápido! :O
    Adorei você ter pesquisado mais sobre os direitos dos seus filhos.. Isso aí! haha
    Beijão!

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    1. Com certeza, Malu!
      É realmente incrível esse vínculo que criamos e que nos faz torcer e comemorar os feitos de quem não conhecemos pessoalmente.
      E ler isso é muito bom!
      Processo a jato, né? Acho que se eu tivesse gasto uma boa grana com advogado não teria saído tão rápido! hahahaha
      Muito obrigada.

      Um beijo.

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  9. Nossa, que situação tensa mesmo! Mas acredito que o mais difícil já passou e o importante é que você esta vivendo com teus filhos! Muita união para tua família e prosperidade!!!

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    1. Foi tenso mesmo, Jeh!
      Mas ainda bem que já acabou e como tu disse, estou com meus filhos.
      Muito obrigada.

      Um beijo.

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  10. Meu Deus. Que complexo. Primeiramente nao, nunca passei por nenhuma situacao parecida. E segundo e gostei da sua ideia de expor seus sentimentos e sua experiencia. Ate porque so quem realmente passa por isso pra saber. Parabens por ser vitorioza e passar por tudo de cabeça erguida. Logico que tudo tem a tristeza mas se mostre bem para ficar bem!!!! Parabens pelo post e pelo blog ❤️

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    1. Que bom que não passou, Ariane! Nem queira passar, não desejo essa dor de cabeça pra ninguém, embora o gostinho da "libertação" seja ótimo de sentir... hahahaha
      Fico feliz que tenha gostado que expus minha experiência, pensei que outras pessoas poderiam querer saber como o processo fundiona.
      Muito obrigada pelo apoio e pelos elogios.

      Um beijo.

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  11. Por mais que tenha sido uma separação "tranquila", é sempre triste e chato quando acontece né?
    Não sou divorciada, mas tenho pais divorciados, que brigaram muito antes de divorciar. E meu irmão e eu, duas crianças, sempre presenciávamos tudo. Era bem triste... tão triste que ficamos "aliviados" quando a separação aconteceu e meu pai foi embora. Acabariam as brigas.

    Hoje somos adultos e bem resolvidos, meu irmão e eu. Meu pai se casou novamente e é feliz, e minha mãe também voltou a viver a vida dela.

    É bom que no final e com o passar do tempo tudo se resolve, a gente se adapta, e as crianças também.

    E nossa, como você foi corajosa em mandar sua filha para a casa da avó durante esse processo. Não consigo nem imaginar como deve ter sido difícil pra você e ouso dizer que eu não teria a sua coragem. Não consigo imaginar meu filho longe de mim por um ano inteiro.

    E ainda bem que você foi atrás do seu direito como mãe e conseguiu a pensão. E que boa a notícia pra você né. Afinal criança dá muito gasto mesmo, quando estamos sem trabalho é pior ainda.

    Desejo muita sorte, muita paz e serenidade pra você nessa nova fase. que a adaptação (principalmente da sua filha) seja o mais branda possível e que todos consigam seguir em frente.

    um beijo.

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    1. Não posso dizer que não sofri né, Sabrina? Mas dos males, o menor. Não brigamos. Antes que isso acontecesse nos separamos. Doeu, mas foi melhor assim. Ainda bem que as crianças já estão se habituando com os finais de semana alternados e isso já me tranquiliza um pouco mais. E eu sempre os lembro de que o pai deles os ama.
      Foi sofrido ficar longe da minha filha também. Mas o que doeu mais foi desconfiar que poderiam estar pensando em tirá-la de mim, aí virei bicho!
      No final deu tudo certo. Quando assinei o divórcio não tinha mais aquela dor da separação, mas a possibilidade de perder a guarda dos meus filhos me assombrou até o último minuto.
      Muito obrigada pelo comentário (adorei!) e pelo apoio.

      Um beijo.

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  12. Nossa, que história! Deve ter sido muito tenso isso de decidir com quem as crianças iriam ficar, e ainda esse negócio da pensão ;^: Fora que uma separação deve ser bem ruim, mesmo que seja "pacífica".

    Bom, pelo menos você conseguiu as coisas que são suas por direito e está lidando bem :)

    Desejo toda sorte e felicidade do mundo pra você e seus filhos. ❤️

    Beijos.

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    1. Todo fim traz um pouco de dor né, Luana?
      Mas tudo acabou bem, apesar dos pesares.
      Muito obrigada pelo comentário e pelos bons desejos.

      Um beijo.

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  13. Meus pais já passaram por isso. Separação. Não foi uma confusão, mas lembro que demorou bem mais do que deveria para minha mãe conseguir estar de fato divorciada. Isso porque meu pai sempre enrolava de alguma forma. Graças a Deus, no seu caso foi quase tudo tranquilo. Tirando o fato de ter ficado separada da sua filha por um tempo. Pelo menos seu marido não se negou a pagar nada e você conseguiu tudo legalmente. É horrível quando o pai/ex não cumpre com o que deve.
    Espero, de coração, que você seja muito feliz nessa nova etapa da sua vida. Separações não são fáceis, eu sei, mas você já passou pela pior parte. Sei que com o tempo tudo vai se ajeitar e vai dar tudo certo na sua vida e na de seus filhos. ❤️

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    1. Por que será que os homens sempre enrolam nessa fase né, Andressa? Eu soube de vários casos assim. Ainda bem que o divórcio da tua mãe também não foi uma confusão.
      Muito obrigada por dividir um pouco da tua história e por me apoiar.

      Um beijo.

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  14. Nossa, que históriaaaa. Vocês fizeram certo em pensar em como seus filhos lidariam com essa situação e no quanto eles seriam afetados. Quando criança e adolescente presenciei muitas brigas entre meus pais, casos de violência e polícia, uma possível separação que não aconteceu, mas isso me traumatizou muito. Acompanhei seu post todo, e quanta emoção viu? Fiquei bastante informada e aliviada no fim em saber que deu certo para você. Todo o fim traz suas negatividades, mas se foi bom ou ruim só o tempo dirá. E esta fase foi necessária para o relacionamento de vocês e desejo que agora as coisas possam se encaminhar para o bem, como deve ser. Agora o momento é de superação, e está apenas começando! Que sacanagem seu ex não ter ido à audiência, rs, mas enfim, deu tudo nos conformes e isso é o que importa.

    www.juhlihipy.com

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    1. Concordo, Juliana. Todo fim tem o lado negativo.
      Ainda estou passando por ele, mas como tu mesma disse: agora é o momento da superação e ainda está no começo!
      Sabe que eu acho que foi até bom ele não ter ido? Acho que dificultaria as coisas. Mas acabou tudo bem.
      Muito obrigada por dividir um pouco da tua história comigo.

      Um beijo.

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  15. Ainda não casei e meus pais ainda estão juntos, mas tem duas histórias de divórcio na família e acho que nenhuma delas foi um acordo tão "tranquilo" quanto o seu, principalmente no quesito visitação. Se eu soubesse de mais detalhes, até falava mais, mas não fiquei inteirada da situação.

    A questão da pensão é isso mesmo, fez muito bem em correr atrás pelos seus filhos.

    Espero que dê tudo certo pra você daqui pra frente!

    Beijos!

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    1. Dificilmente não conhecermos a história da separação de alguém né, Mayara?
      Muito obrigada pelo apoio e também espero que as coisas continuem dando certo de agora em diante.

      Um beijo.

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  16. Guria, tenho váááários amigos com pais divorciados e a minha mãe e os 4 irmãos dela sofreram bastante com isso. Meus avós maternos nunca se separaram. Minha avó agora com a morte recente do meu avô, foi dada como viúva. Eles nunca se separaram, meu vô só sumiu do mundo e diria que até foi melhor. Por muito tempo ele maltratava a minha vó, batia nela, chegada alcoolizado em casa e gritava e xingava todos os filhos. Sempre teve amante e todos nós conhecíamos ela e o filho dela, também. Ele teve várias mulheres a vida toda. Era do tipo bom de lábia. No velório, conhecemos uma filha dele de 5 anos. (sim, eu tenho uma tia de 5 anos. ¬¬). Então acho que talvez tu ainda tenha sorte dele ajudar e acabar tudo bem. Tá certo que quando o assunto é divórcio, são sempre casos à parte. Mas eu sei o quanto a minha vó, minha mãe e os meus tios sofreram a vida toda, assim como os irmãos dele também. Dê graças a Deus que teu ex topou tudo tranquilamente e não foi um relacionamento abusivo. Minha vó não tinha absolutamente nada, e fazia doces pra poder dar comida pros meus tios e pra minha mãe. eles tinham só duas calças jeans e usavam só roupas chiques que os tios doavam pra eles, ou seja, ainda passavam por mesquinhos no colégio. Lavavam as roupas de noite e colocavam atrás da geladeira pra secar com o frio, pra poder usar no outro dia e por vezes o meu vô ainda pegava os brinquedos que eles ganhavam dos tios que tinham condições, pra dar pros filhos das amantes de presente. Por isso eu nem fiz muita questão de conviver muito com ele. Nunca me desrespeitou, muito pelo contrário.. Ele sempre foi muito carinhoso comigo. Mas sei bem o que fez com a minha vó, mãe e meus tios e me dói :/

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    1. Com certeza tive sorte em muitos sentidos durante minha separação e divórcio, Priscila.
      Que barra tua família passou hein? Já ouvi muitas histórias horríveis de casamentos "aturados" mesmo com violência... Triste!
      Te agradeço por dividir um pouco da tua história comigo.

      Um beijo.

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  17. Achei muito legal você fazer um post sobre isso, especialmente a parte dos direitos, porque é muito comum o pessoal não saber disso. Eu só fui ter conhecimento sobre esses 30% quando minha mãe teve que entrar na justiça para conseguir a pensão do meu irmão (porque até então não tava recebendo nada do pai da criança....), mas como ela não era casada não precisou de toda a função do divórcio. Sempre achei esse "descaso" com o filho muito estranho, porque todos sabem que dinheiro é necessário né, é como se ele estivesse "roubando" dos filhos (acho que o seu caso foi um pouco parecido). Nós estranhamos mais quando isso aconteceu porque quando minha mãe se separou do meu pai, não precisou de acordo judicial nenhum, eles mesmo se acertaram e meu pai nunca precisou mandar dinheiro pra nós, porque ele ficou responsável por educação/roupas/passeios e essas coisas, então ele mesmo vinha aqui e me levava pra comprar material ou roupas sempre que eu precisava, pagava meu curso de inglês e essas coisas. Enfim, depois do textão hahah acho até um pouco triste existir a necessidade de um acordo judicial para que os pais cuidem direito dos filhos :/

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    1. Infelizmente ainda hoje muitos "pais" lavam as mãos quando se trata de desembolsar a pensão. Teu pai parece ter sido um caso raro né, Simone? Pensei que o pai dos meus filhos fosse agir assim também, mas percebi que me enganei.
      Me dou por feliz que meu caso não foi dos piores e saber com clareza dos direitos dos meus filhos (na frente do pai deles!) foi tão bom que tive que compartilhar aqui no blog.
      Muito obrigada por dividir comigo um pouco da tua história.

      Um beijo.

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  18. Ainda bem que você foi pedir a pensão pois muitos homens querem se fazer de espertos "vão ganhar menos" AHAM eles nem sabem. Sobre o divórcio: meu marido quando se separou da ex dele entrou com o pedido de divórcio, ela não foi no dia pois achava que eles ainda voltariam e depois o caso foi arquivado... isso foi em 2013. Eu sempre falava pra ele ir resolver logo isso e ele dizia que na próxima folga iria... acabávamos sempre nos esquecendo. Somente nesse ano quando fomos tentar financiar um apartamento que ele percebeu que precisava mesmo assinar o divórcio, pois se não o nosso apê ficaria no meu nome, no dele e também teria que por no dela... daí ele acordou e foi procurar uma advogada pra fazer tudo mais rápido. Mesmo no dia que foi marcado no escritório da advogada, a querida também não foi, mas tudo bem porque a advogada liberou os documentos pra levar pra ela assinar... (cada uma!!!) Daqui mais alguns dias ele estará oficialmente divorciado e poderemos comprar nossa casinha! Ele tem três filhos, dois com ela e um com outra mulher. Mas aqui ele realmente sempre deu a mais do que a porcentagem, e sempre que pudemos também ajudamos em outras coisas!

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    1. Quem dera todos os pais fossem iguais ao teu marido, Elô.
      Sabendo que nem sempre é possível, mesmo que alguns "pais de verdade" queiram, tem aqueles que nem se dão ao trabalho, né?
      Mas tudo há de dar certo pra vocês, o divórcio dele vai sair e vocês vão conseguir comprar a casinha que tanto querem.
      Muito obrigada por dividir comigo um pouco da tua história.

      Um beijo.

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