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FILHOS - A TRILOGIA parte III.

quinta-feira, fevereiro 05, 2015


Minha Trilogia: Maria Luíza, Manuela e Pedro 

Oi, Gurias e Guris!

No dia 13 de janeiro, a leitora e seguidora Marina Nobre, do blog Rock'n Rose, pediu para que eu falasse mais sobre os meus filhos...


Há um ditado popular que diz: "O primeiro filho é de vidro, o segundo é de borracha e o terceiro é de ferro".
Não sou George Lucas, mas também fiz uma trilogia...

Já escrevi a parte I, que falava sobre minha primeira filha, a Maria Luíza, e a parte II sobre meu segundo filho, o Pedro. Vamos à terceira (e última) parte!


Com a descoberta de uma terceira gravidez veio a derrocada da minha vida...
Uma gestação dolorida, desde os primeiros meses até hoje! Eu nem havia me recuperado totalmente do parto anterior (uma segunda cesárea) e estava grávida outra vez!

Mas isso faz parte da "minha" história, então vou me concentrar na história "dela" - a terceira filha.

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MANUELA - a filha de ferro

Minha delicinha.

Em Abril, dezoito dias depois do 5º aniversário de sua irmã mais velha, veio ao mundo uma taurina brava desde a maternidade, ganhando duas notas 10! \o/

- Explicação rápida: ao nascer, o bebê recebe duas notas do índice de Apgar, que avaliam sua frequência cardíaca, respiração e tônus muscular no primeiro, quinto e décimo minutos, após o nascimento, com notas de 8 a 10 para sem asfixia, 5 a 7 para asfixia leve, 3 a 4 para asfixia moderada e 0 a 2 para asfixia grave. Sendo que no "Cartão da Criança" vão as notas do primeiro e quinto minutos.
Só para ter uma ideia, quem já leu a "parte II", o Pedro teve no Apgar 6 e 7. -

Se aquecendo depois do primeiro banho no hospital...

Entre os familiares, enquanto todos se preocupavam com o provável ciúme de seus irmãos mais velhos, quanto à sua presença, ela os surpreendeu se mostrando a mais ciumenta deles, desde muito cedo, com tudo e com todos...

Com uma semana...

Sempre impaciente, irrita-se com facilidade. Principalmente quando não consegue fazer alguma coisa: como calçar o chinelo com os pés trocados ou guardar um brinquedo grande demais em uma caixa pequena demais...

E nem se atreva a tirar um brinquedo de suas mãos sem pedir... Ela vira fera!
A fúria em pessoa!
Ela até rosna de tão brava...
Às vezes ela me lembra o Bronquinha, do desenho "Ursinhos Gummy", mais alguém lembra disso???



Manuela chupou bico (ou chupeta) até os três meses (eu acho), quando descobriu o gosto de seus dedinhos indicador e médio. Ela chupa os dois ao mesmo tempo!

Com 1 ano...
E em vez de cheirar uma fraldinha de pano, como tantas crianças fazem, ela prefere o pano da louça e de preferência úmido...
Haja personalidade!!!

Adora calçar os chinelos e sapatos dos outros. Pai, mãe, irmãos, avós, tia... Todos já tiveram seus calçados experimentados por Manuela.
E se ela vê alguém descalço, prontamente aparece com um par de chinelos pra pessoa.

Já viram uma criança, com um pouco mais de um ano, estalar os dedos (quando junta o polegar e o dedo médio e estala na mão, sabe?)??? Pois Manuela faz isso desde antes do seu aniversário...

Já virou cambalhota sozinha...
E "namora", piscando com força os dois olhinhos ao mesmo tempo.

Chama a Malu de "Baú" e o Pedro de "Pepí". E as poucas palavras que seu irmão sabe falar, ela fala igual: em vez de chinelo é "pé", mamadeira é "dê", carro é "cauo"...

Adora brincar de pega-pega, com direito a um barulhinho que ela faz parecido com "lero-lero", como se dissesse: "Tu não me pega!"
Brinca de fazer comidinha, invisível ou com terra, trazendo pra gente experimentar...

Adora o balanço que temos no pátio e já pegou no sono enquanto se balançava nele...
E no início desta semana, aprendeu com seu pai a falar na frente do ventilador! \o/

Com 1 ano e 5 meses...

Ultimamente, Manuela tem se impressionado muito com os sons do corpo humano. E toda vez que ouve o som de gases, como boa gaúcha que é, solta um longo e sonoro: Baaaaaahhh!!!

Tal como o irmão, também não dispensa um tomate, brócolis ou couve-flor crus ou cozidos. Gosta muito de maçã, vagem, chuchu e batata cozida, frita ou purê...
Com esses dias tão quentes, sua nova paixão é a gelatina, de qualquer sabor.

Ao contrário do que você possa estar pensando, Manuela não é "Manu"... Pra nós é "Lela".

Nasceu de uma musiquinha, cantada pelo pai e sua irmã, para acalmá-la num dia de choradeira:
"Calma Manuela, calma Manuela, calma Manue-li-nha (lá-lá). Calma Manuela, calma Manuela, calma Manue-lá-lá (li-nha)".
E quando Pêpe tentou cantar junto, apareceu um "lela" no meio da cantoria, então adotamos.

Se falar Maria Luíza e Manuela às vezes nos dá nó na língua, imagina Malu e Manu??? :O

Mesmo com todas as dificuldades no início de nossa relação, Lela é uma criança amável, amada e muito carinhosa. Adora dar e receber colo e é bem beijoqueira também.

Essa é a minha Delicinha!


Seu primeiro banho de piscina aos 9 meses...

Manuela, a filha de ferro, que é fogo!

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Então era isso! Estou pensando ainda se continuo escrevendo sobre eles ou sobre "os culpados" dessa trilogia...
Vamos ver!


Até a próxima! o/
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crianças

FILHOS - MINHA TRILOGIA parte II

quinta-feira, janeiro 29, 2015

Minha Trilogia: Maria Luíza, Manuela e Pedro 

Oi, Gurias e Guris!

Há um tempo, a leitora e seguidora (hehehe adoro isso!) Marina Nobre, do blog Rock'n Rose, pediu para que eu falasse mais sobre os meus filhos...

Desta vez, foi igualmente complicado resumir e, particularmente especial, lembrar de certos momentos da vida de meu segundo filho.


Há um ditado popular que diz: "O primeiro filho é de vidro, o segundo é de borracha e o terceiro é de ferro".
Não sou George Lucas, mas também fiz uma trilogia...

Já escrevi a parte I, que falava sobre minha primeira filha, a Maria Luíza.
Vamos à segunda parte!

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PEDRO - o filho de borracha

Meu gatão.
Eram nossas primeiras férias em família. Estávamos em três, mas já éramos quatro!

O segundo pequeno ser a crescer em meu ventre, me trazendo poucos enjoos, muitas vontades, mais alguns quilos e sendo alvo de uma "premonição", quase desinteressada, da irmã mais velha que, com um estalar de língua, apenas disse:
- Vai ser um menino!

Sua irmã tornou-se sua fã desde então, enchendo-o de carinhos, afagos, abraços, beijos, cumprimentando-o com "bom dia" e "boa noite", cantando "Avião sem asa", dando dicas das regras da casa e de como seria o seu mundo do lado de fora da barriga...

Com data marcada para chegar, ele parecia estar pronto me fazendo sentir contrações a caminho da maternidade. Era o primeiro dia de Setembro de 2011, o dia estava lindo, mas na sala de cirurgia veio o susto: ele demorou pra reagir.

Entrei em pânico ao vê-lo passar por mim, nos braços da pediatra, sem chorar... Foram segundos intermináveis até conseguir ouvir aquele chorinho estridente. Chorei junto.
Que alívio...

Mal sabia eu, que estava apenas começando.
Aos quarenta dias de vida, ele foi internado no Hospital da Criança, quase sem conseguir respirar, por conta de uma bronquiolite que não curava, devido à estenose hipertrófica de piloro que o deixou quase desnutrido.
Sendo necessária uma cirurgia, para curar a estenose, ele precisava se recuperar da bronquiolite antes.

No hospital.

Na véspera do dia da cirurgia, enquanto eu me consumia em preocupações, vendo-o em situação tão delicada e parecendo tão frágil, aquele bebezinho, de corpinho franzino, quase desnutrido, envolto em fios e tubos, com a cabecinha de tamanho desproporcional ao corpo, em seus singelos 44 dias de vida, olha pra mim e mostra que o nome escolhido pra ele não foi à toa abrindo seu primeiro sorriso...

Pedro - a pedra - era tão forte quanto uma rocha e sairia daquela como se nada tivesse acontecido. E assim foi.
Cirurgia rápida, recuperação rápida e alta no dia seguinte.

Voltou a mamar no peito e continuou até os 7 meses, quando ele mesmo resolveu parar...

Tão apaixonado pela irmã mais velha, que sua primeira palavra foi "Maú".

Assim que aprendeu a caminhar, ganhou outra irmãzinha e apaixonou-se por ela também, desenvolvendo um instinto protetor com muitas demonstrações de carinho e afeto.
Ele abraça, ele beija, ele afaga, dá colo...


Aos dois anos de idade, Pedro caiu do cadeirão, que usava para fazer suas refeições, e quebrou o braço esquerdo, bem no cotovelo.

Mais uma cirurgia com direito a três "ferrinhos" (que tiraram depois) pra ajudar a "soldar" o osso, tala no bracinho e uma "mijada" da assistente social do HPS. Me senti a mãe mais irresponsável do mundo!

Mas quem pensou que o Pepe fosse dar trabalho por causa da tala... Enganou-se! O rapazinho tirou de letra e usava a firmeza da tala a seu favor, muito safo!

Entretanto, não sei se por conta desses percalços, por preguiça ou por natureza, Pedro ainda está aprendendo a falar.

Hoje, com três anos (e quatro meses), de tempos em tempos ele "desenrola" uma palavra nova. A mais recente foi "xim" (ou "sim") o que antes era "uhum + aceno de cabeça". Acho que o fato da irmãzinha caçula também estar aprendendo a falar, está facilitando o desenvolvimento dele.

Ainda usa fraldas...
Tivemos uma certa dificuldade no último verão, na tentativa de fazê-lo parar de usar a fralda. O guri descobriu que tem "pinto" e se apegou ao "negocinho"!!!
Tentei conversar, pedi pra deixar guardadinho, mas não adiantou. Com medo de que ele acabasse machucando o "pobrezinho", que era esticado como elástico e, com a chegada do inverno, acabei colocando a fralda de volta.
O apego continuou, mas apenas nos momentos de "relax", tipo a hora da mamadeira...

Seus desenhos preferidos são: Peppa, Tree Fu Tom e Meu Amigãozão (todos Discovery Kids). Tem adoração por velocidade, tanto que seus filmes preferidos são Carros (Catchau = Relâmpago McQueen, no idioma do Pedro), Carros 2 e Turbo (Tu), mas ele também tem o seu lado sensível e delicado (embora meu irmão diga que não é delicadeza, mas esperteza...) curtindo Tinker Bell (Bel) E Arthur e os Minimoys.
Gosta de seus carrinhos, blocos de montar, das bonecas e das panelinhas das irmãs também.

Um futuro-pai exemplar... Ou mãe? Sendo exemplar... que seja o que quiser!

Também adora ajudar na cozinha, adicionando ingredientes, misturando, mexendo... Porém, se tiver tomate ou brócolis na receita, ele mais come do que ajuda, e o brócolis vai cru mesmo!

Ainda hoje, adora dormir no chão e reclama se o levam para a cama.

1. Embaixo do berço da irmã. 2. Embaixo da mesa da avó. 3. No nosso quarto. 4. Na sala, com tala no braço.

Ele pode se mostrar tímido, à primeira vista, pois Pedro não costuma ser dado a intimidades com quem não conhece ou faz tempo que não vê. Depois de analisar a pessoa à distância e se sentir bem com ela, ele se aproxima e aí... Só lamento, ele se gruda igual chiclete!

Esse é o meu gatão!

No Ano Novo com o cabelinho cortado por mim.

Pedro, o filho de borracha, que mais parece uma rocha!

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Semana que vem... A filha de ferro. Aguardem!


Até a próxima! o/
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Filhos

FILHOS - MINHA TRILOGIA parte I

quinta-feira, janeiro 22, 2015

Maria Luíza, Manuela e Pedro


Oi, Gurias e Guris!

A leitora e seguidora (hehehe adoro isso!) Marina Nobre do blog Rock'n Rose pediu para que eu falasse mais sobre os meus filhos...

Confesso que além de ficar surpresa com o pedido (foi o primeiro que recebi \o/), me vi perdida...
Criei o blog com outra intenção e de repente fiquei sem saber como fazer...

Como assim??? Algo tão natural pra mim, às vezes fico chata de tanto falar deles/neles mas sempre há um contexto, um assunto puxa outro e os filhos aparecem, sabe?
Vou tentar dar uma resumida, embora pra mim seja um problema resumir qualquer coisa ou falar sem encher de detalhes e voltas...

CALA A BOCA E CONTA!!!

Há um ditado popular que diz: "O primeiro filho é de vidro, o segundo é de borracha e o terceiro é de ferro".
Não sou George Lucas mas também fiz uma trilogia... Vamos à primeira parte!
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Maria Luíza - a filha de vidro

Minha flor.

Mais do que convidada, ela tinha lugar VIP na cerimônia e festa do meu casamento com o pai dela, o lugar mais confortável, seguro e aconchegante que uma mãe pode oferecer: meu ventre.

Depois de uma gestação tranquila, quase sem enjôos, no dia 11 de Abril de 2008, do signo de Áries (fogo!) eis que vem ao mundo ela: Maria Luíza, carregando os nomes das duas avós, pesando 3,110 Kg e medindo 47 cm, quase sem cabelo, bochechuda - como a própria obstetra disse, assim que a pegou nos braços - e com apelido de Malu.

Cresceu rápido e linda (sou coruja mesmo!), muito esperta e curiosa, aprendia rápido e surpreendia a cada dia. Cada descoberta dela era como uma descoberta pra mim...

O primeiro sorriso, o primeiro dente, a primeira palavra, o primeiro passo, a primeira frase, a primeira brincadeira, o primeiro machucado e o primeiro beijo de mãe - aquele que cura...

Cheia de estilo...

No maternal, já dava trabalho pra profe, que às vezes precisava pedir a ela, que não respondesse a todas as perguntas, para dar chance aos outros coleguinhas. Com 4 anos, conhecia as cores, o alfabeto e escrevia seu apelido.

Seu primeiro passatempo adquirido foi assistir a filmes de animação com o avô materno que, para que ela não se assustasse com relâmpagos em dias de chuva, disse que era o Banguela no céu - como no filme "Como Treinar seu Dragão"- assim tatuando em sua alma a paixão pelo lúdico... Que com o tempo foi mesclando entre princesas, fadas, bruxas, monstrinhas e seres mitológicos.

Logo adquiriu um amigo imaginário chamado Ornácio, com quem conversava e brincava. Toda a família o "conhecia", ela falava dele para todos.

Adorava cantar cantigas, como "Se essa rua fosse minha", "Era uma casa muito engraçada", "A barata diz que tem"...

Aniversário de 5 anos, vestida de Tinker Bell.

Fã de sorvete e chocolate, também comia brócolis mais do que carne. Infelizmente, acabou perdendo o gosto pelo brócolis, mas não pelo sorvete nem pelo chocolate...Tsc, tsc, tsc.

Ficou ciumenta com a chegada do irmão, por mais que tivéssemos o cuidado em demonstrar nosso amor a ela o tempo todo e dar atenção sempre.
Começou a chupar o dedo polegar e voltou a usar fraldas (porque o maninho também usava) mas logo parou.

Sempre prestativa, queria ajudar nos afazeres de casa. Pedia pra varrer, lavar a louça, dar banho no irmão, trocar a fralda, passar pomada... Ela achava muito engraçado o "pintinho" dele.

Com a chegada da segunda irmã, foi mais complicado. Um pouco (bastante, eu acho) por minha culpa, minha depressão, o meu isolamento e irritabilidade... Sinto tanto por isso!
Estou me recuperando e fazendo de tudo para ter aquela menina alegre, feliz e sem carência de volta como era antes.

Contadora de histórias, fala pelos cotovelos. Ama dançar, mas a aula de balé da escola não chamou-lhe a atenção. Aquele negócio de primeira posição, plié e mãozinha na cintura não a conquistaram. O lance dela é fazer coreografias elaboradas com direito a rodopios, "carões", jogadas de cabelo, rolar no chão... Essas coisas!

A rockeira.

Com influências variadas, acabou desenvolvendo um gosto musical "apurado" e eclético...
Gosta de Calvin Harris e o videoclipe de "Blame on me";
Demi Lovato - "Let it go";
Jessie J. - "Domino";
Pollo - "Vagalume";
Nirvana;
Ariana Grande e Iggy Azalea - "Problem";
Katy Perry - "Roar";
Nicki Minaj - "Super Bass";
E os temas musicais dos filmes da Tinker Bell que eu também amooo!

Cursou o 1º ano do ensino fundamental de forma entediante. Repetidas vezes reclamava dizendo que já sabia tudo o que a professora ensinava e todo o "tema de casa" era "fácil demais", não tinha graça... Foi bem complicado.

Entre suas aspirações para quando crescer estão: ser policial, veterinária, bruxa ou modelo...

Maria Luíza, de tantas facetas e façanhas, acabou ganhando uma página no facebook: Malu Kisses.

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Pois é. Esta é a Maria Luíza, a minha filha "de vidro" que de vidro não tem nada! hahahaha


Até a próxima! o/
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Agora o "Momentos de Lucidez (e nem tanto...)" também no facebook.



depressão

UM PASSEIO COM MEUS FILHOS

domingo, novembro 30, 2014


Oi Gurias e Guris!

Flashback

A última semana fora tão boa, em termos de ânimo e disposição, que comecei a pensar em sair, como para comemorar UMA SEMANA (gente! U-ma se-ma-na! Isso é o que eu chamo de "Momentos de Lucidez"!) de melhora.

Ainda era setembro (de 2014) e o aniver do Mozão estava chegando, mais um bom motivo para arriscar sair, então resolvi convidar a Maria Luíza para me acompanhar afinal, ela merecia!

Conversamos e decidimos ir ao shopping, pra comprar o presente e talvez saborearmos um sorvete. A euforia foi tão grande que ela nem se importou com o fato de precisarmos acordar cedo e pegar ônibus, pra voltarmos antes de seus irmãos acordarem.

No sábado então, acordamos cedo e, enquanto nos arrumávamos, eu sentia meu coração acelerado e muita ansiedade, mas a Malu estava feliz da vida.
Foi quando eu ouvi aquela vozinha sonolenta:
- Mamãe...

O Pedro havia acordado e logo percebeu que íamos sair. Olhou pra irmã dele arrumada, olhou pra mim, sorriu e disse:

- Bó mãe?!
Tradução: Vamos embora, mãe?!

Nem pensei uma segunda vez, arrumei meu gatão e fomos os três!!!

O meu coração estava à mil, a respiração encurtando... mas sem coragem de fazê-los voltar pra casa.
Guentei firme!
Chegando no shopping, uma surpresa: estava fechado!
Oi?!?!

Abriria mais tarde por conta do feriado. Era 20 de setembro, e aqui no Rio Grande do Sul comemoramos o dia da Revolução Farroupilha.

E não é que os pequenos deram um jeito de se divertir ali mesmo, na porta do shopping, correndo pra lá e pra cá, subindo e descendo as rampas de acesso. O tempo passou rápido.

Não quero me gabar (mentira, quero sim!) mas meus filhos se comportaram muito bem.

Compramos os presentes e dividimos um top sundae do McDonalds.
Que delícia!
Não estou falando só do sorvete, mas de ter meus filhos dividindo esse momento comigo. Embora estivéssemos apenas passeando pra comprar presente e tomar sorvete, parecia que eles entendiam que, pra mim, era muito mais que isso.

Voltando pra casa, tivemos que caminhar algumas quadras até a parada do ônibus, e o Pedro acabou pedindo colo. Não neguei, mas pedi que ele pulasse pra me ajudar com o impulso. Com a força do impulso o levantei bem alto e ele se aproveitou e passou a perna por cima do meu ombro, que danado!
Tenho 1,45m de altura, será que ajuda pra visualizar a minha situação???

Graças à essa danadice, ouvi uma frase que me massageou o ego:
"Isso é que é mãe de verdade! Não é que nem umas e outras que a gente vê por aí..."

Uma senhorinha de cabelos brancos, de braço dado com seu marido, que ainda puxou assunto com a Maria Luíza.

Melhor do que isso, talvez tenha sido a cara de incrédulo do Mozão, que parecia não entender nada, ao nos ver chegando, e com presentes pra ele.
Nem tinha percebido que tínhamos saído! hahahaha

Um dia MA-RA-VI-LHO-SO!
Cansativo... Mas maravilhoso.


Até a próxima! o/
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