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O RENASCER DAS CINZAS (DE UM BLOG)

quarta-feira, março 06, 2024



Oi Gurizada!

Nossa, que poeira! Quantas teias de aranha...

E que cheiro é esse? Mofo?

Também pudera... Há seis anos abandonado e jogado às traças! Que pecado...

Nem sei o que tô fazendo aqui de novo, depois de tanto tempo. Acho até que já desaprendi como as coisas funcionam no mundo "blogueirístico".



Bora fazer uma faxina. Credo! Tem tanta coisa pra fazer... Por onde eu começo?

* Em primeiro lugar:

Atualizar a foto do perfil e a descrição. 





DESCRIÇÃO ANTERIOR:

"Gaúcha de Porto Alegre, 41 anos. 

Sou mãe da trilogia: Maria Luíza,

Pedro e Manuela. Faço do blog

minha terapia. Adoro relembrar

os anos 80 e 90. Tento escrever

sempre com senso de humor, pois

'RIR É O MELHOR REMÉDIO!'"


DESCRIÇÃO ATUAL:

"Gaúcha de Porto Alegre, 47 anos. 

Sou mãe da trilogia: Malu, Pedro

e Manuela. A música é minha

terapia, seja pra ouvir, cantar,

dançar ou tudo junto.

Adoro relembrar os anos 80 e 90.

Tento escrever sempre com

senso de humor, pois

'RIR É O MELHOR REMÉDIO!'"


* Em segundo lugar:

Vou arquivar alguns posts antigos e fazer uma triagem do que pode ser editado, atualizado e (talvez) republicado ou excluído.



* Por último:

Dar uma olhada na pasta de rascunhos da plataforma do Blogger...

CARALHO! Encontrei 71 rascunhos!!!

57 deles, viáveis para aproveitar, entre textos pra editar, atualizar, concluir... E 22 estão apenas com o título. Sem contar o "Desafio das 52 Semanas" (que, obviamente, tem mais 52 títulos).



Já surgiram várias inspirações pra reativar essa bagaca... acho que vai ser legal. 

Nem fazia ideia do que postar quando comecei a escrever esse texto. No entanto, sabia que (no fundo... e pela insistência de amigos, e da minha filha mais velha também) eu deveria ativar o poder da fênix e fazer com que meu blog renascesse das cinzas. 



Até a próxima o/


*



Pessoal

COMO VOLTEI A TER FÉ

quinta-feira, outubro 05, 2017


Oi Gurias e Guris!

Em primeiro lugar, este post NÃO É SOBRE RELIGIÃO - não gosto de falar sobre temas polêmicos ou que gerem muita discussão porque sou daquelas que fica muito em cima do muro, NÃO apoia certas coisas mas se põe no lugar de quem apoia e respeita isso, e pode mudar de ideia diante de uma boa argumentação! - mas sobre desacreditar e/ou voltar a acreditar que as coisas podem melhorar, sim!

No meu caso, depois de passar 2 anos (ou um pouco mais) querendo morrer, perder meu emprego por isso, e logo quando pensei que estava tudo melhorando, pois eu havia me recuperado e saído do fundo do poço, vi meu casamento chegar ao fim e, com isso, todas as "incomodações" que uma separação traz quando se tem filhos... Pensão, divórcio, visitas, responsabilidades e todo um "trabalho", que era dividido, tornar-se todo meu praticamente!

Fiquei muito tempo entre recaídas e novas superações (ainda vivo assim), mas a minha fé há muito tinha se dissipado por completo! Simplesmente deixei de acreditar que era capaz de fazer a minha situação mudar e que qualquer outra "força" exterior existisse ou pudesse fazer isso POR mim ou PARA mim.

Com o passar do tempo, porém, surgiram alguns acasos do destino, pessoas desconhecidas, o apoio da minha família, comecei a ignorar certas coisas e pessoas (que também deixei de acreditar e confiar), me esforcei pra sair do lugar, coloquei um ponto final em assuntos mal definidos, passei a lutar um pouco mais pelo que realmente valia a pena e percebi que coisas boas passaram a acontecer...

E quando menos esperava já havia voltado a conversar com "o cara lá de cima" (que não está lá em cima, mas em todo lugar como o ar que eu respiro - fora e dentro de mim) e então veio a sensação de que tudo ficou mais claro, leve e tranquilo.

Voltei a pensar que é possível! Se eu planejar, for atrás e sempre lembrar de agradecer a quem me apoiou, empurrou impulsionou ou até desacreditou que eu conseguiria. Sem menosprezar as jogadas do destino, as coincidências da vida, as voltas que o mundo dá e um tantinho de sorte vez ou outra... hahaha

NÃO, eu ainda não consegui um emprego, pensei mais uma vez (e achei que seria definitivo) em desistir do blog, minha vida não está "as mil maravilhas" (dependendo do ponto de vista e da TPM... hahaha), não me sinto nada bem por estar literalmente "nas costas" dos meus pais (pois não pago aluguel e ajudo nas contas apenas quando me é possível) e é pior ainda ouvir isso das pessoas que mais amo e respeito nesse mundo e reconheço que "sobrevivo" por causa da pensão "gorda" (palavras do meu ex) que meus filhos recebem...

Mas passei a ver a mim, a minha vida, a minha família, a minha casa, a minha situação atual e as minhas reais necessidades com outros olhos e isso tem me ajudado muito a seguir em frente. RE-acreditando numa força maior - que pode ter o nome que tu achar melhor - e que essa força NÃO faz as coisas PARA mim ou POR mim, mas é um grande "respaldo" para o que eu me proponho e me esforço para fazer acontecer!

NÃO SEREI/SOU NADA se não acreditar que EU SOU CAPAZ e que QUASE tudo depende SÓ de mim e da minha FÉ EM MIM também!

Lógico que, se mais alguém também acreditar em mim e na minha capacidade e/ou nas loucuras coisas (sejam elas quais forem) que eu pretendo fazer... Só melhora, né? hahahaha


Até a próxima! o/
.

BEDA

[BEDA # 6] AMIZADE POR CORRESPONDÊNCIA... EU TIVE!

sábado, agosto 06, 2016



Oi Gurias e Guris!


Hoje vou contar uma história sobre o meu passado. Não é nada "suspeito" ou algum segredo de confessionário, mas foi algo que eu vivi e com a chegada da tecnologia, acabei não vivendo mais. Pelo menos não com a mesma inocência e delicadeza da época.

Quem me conhece, ou acompanha o blog ou leu a descrição do meu perfil, sabe que não sou mais uma guriazinha, embora muitas vezes mostre o contrário, e o quanto gosto de relembrar o passado né?
Pois é.

Em vez de filmes ou músicas, relembrarei de uma época muito gostosa da minha vida que começou quando eu tinha 13 anos (puts! Faz tempo isso...) mais precisamente em 1989 (só pra ficar claro), quando surgiu um caderno infanto-juvenil no jornal de sábado da Zero-Hora (jornal de grande ou maior circulação aqui de Porto Alegre), o Zé H. Nele havia a sessão de cartas onde apareciam as correspondências de algumas "criaturinhas" dando sugestões, fazendo pedidos, inclusive dizendo querer fazer amizade e trocar correspondências com outras pessoas.

Gostei da ideia e achei que seria legal fazer isso. Então enviei uma carta pro jornal, dias depois meu "anúncio" estava lá estampado e não demorou muito para a primeira carta chegar, logo seguida por outras.
Eram gurias e guris de todas as partes do Rio Grande do Sul, totalizando 21 amigos por correspondência!!!


Porém, com o passar do tempo e a aborrescência tomando conta do corpinho, veio o desinteresse e acabei parando de responder às cartas aos poucos... até que não estava escrevendo pra mais ninguém.

No entanto, um deles me enviou uma carta "cheia de preocupação" e divertidíssima ao mesmo tempo - se perguntando inclusive (lembro-me muito bem dessa parte) se eu tinha me casado e ido morar em Araraquara! hahahaha - Acho que eu recém tinha completado 14 anos!!!

Esse era o Rafael, o meu eterno "Gordinho Sinistro", como ele se apresentou e assinou muitas de suas cartas, que morava em Bom Jesus e era dois meses mais novo que eu.

Suas cartas eram tão divertidas que minha mãe já me recebia (quando eu chegava da escola) ansiosa, com uma delas (sempre aberta, pois ela dizia que gostava de ver os desenhos dele... aham... sei... hahaha) na mão para que eu lesse pra ela também e assim ríamos muito juntas.


Ele desenhava nas folhas das cartas e também nos envelopes. Eram desenhos "sangrentos" porém engraçadíssimos tipo: uma cabeça sem corpo que perguntava "Viu um corpo por aí?" ou um corpo sem cabeça que perguntava "Viu uma cabeça por aí?" - lembrei do desenho do Pica-Pau agora... hahaha

Nossas cartas eram longas, coisa de 4 folhas de caderno escritas dos dois lados!!! Dependendo, claro, da demora em responder: quanto mais demorava, mais coisas pra contar se tinha. Sem contar os recortes de revista com meus ídolos que ele enviava pra mim (as revistas da irmã dele eram cruelmente desfalcadas por minha causa!). Graças a ele, troquei a minha coleção de papéis de carta por fotos do Tom Cruise, Kevin Costner, Mel Gibson, Rob Lowe, Matthew Broderick, Ralph Macchio, Michael J. Fox, Christian Slater, Jason Priestley, Brad Pitt e tantos outros galãs da época... 

Então meu primeiro namorado surgiu e, quando soube dessa troca de correspondências, não gostou nem um pouco e achou que era melhor eu parar de escrever pra um cara que eu nem conhecia...
Resultado???

Minha mãe passou a esconder as cartas do Rafael quando chegavam e só me mostrava depois que meu namorado ía embora... #mãecúmplice


Namorados vieram... namorados foram... e nossa amizade à distância permanecia de pé!

Escrevemos um para o outro por 7 anos... Até ele vir para Porto Alegre, me telefonar pedindo que o encontrasse e eu fui quase correndo! Levando de arrasto minha irmã e minha amiga.
Assim nos conhecemos pessoalmente.

Só de lembrar, meu coração acelera como naquele dia. Foi muito legal, e de alguma forma "mexeu" com a gente. Foi um dos melhores dias da minha vida e não queria que ele acabasse... - acho que nos vimos de novo no dia seguinte, mas não lembro...

Um ano (eu acho) depois ele veio numa excursão para um comício, me telefonou e lá fui eu correndo de novo!
Dessa vez éramos só nos dois e enfim, ficando juntos... Em meio aos apitaços e buzinaços, sentados no cordão da calçada com o coração à mil!

Mas "crescemos" (eu não, né? 1,45m de altura... hahaha), "amadurecemos", muita coisa mudou e nos afastamos. Isso fez com que eu jogasse fora todas as cartas que ele me mandou (com muita relutância por parte dos meus pais que ainda guardaram a minha caixinha de cartas por um bom tempo), por isso não tenho nada pra mostrar, uma pena...
Não costumo me arrepender das coisas que faço... mas disso eu me arrependo!


Quando já tínhamos uns 24 anos, foi a minha vez de viajar para Bom Jesus e nos vermos, com direito a hospedagem na casa da família dele.

Nesse tempo, preciso contar, que a conta telefônica de casa foi às alturas! Começávamos depois das 22:30 (tarifa mais baixa) e algumas vezes varávamos a madrugada conversando. Ainda dividíamos a ligação, eu telefonava e depois era ele, mas na mesma conversa... hahaha Apesar de a internet já estar em nossas vidas e fazer com que nossas cartas se dissipassem no tempo... #dramática

Conheci a cidade, a família dele, fomos à uma festa em que ele era o DJ e ele "chegou em mim" de um jeitinho tão fofo, que não me esqueci até hoje... Sentou ao meu lado e puxou assunto como se fosse um desconhecido... - é bobo, eu sei, mas ele já mexia comigo de outros tempos e assim rolou.
Ficamos juntos, passamos a noite juntos, vimos o dia amanhecer juntos...

E - EU - ME - A - PAI - XO - NEI...

Mas como ele mesmo disse na época: eu era a pessoa certa na hora errada...

O tempo passou, ele se casou, eu me casei...
Ele se separou, eu me separei...

Há um tempo atrás ainda nos "falamos" por WhatsApp - bem-vinda, tecnologia - e é incrível como certos sentimentos afloram por conta de algumas lembranças, né?
Isso só prova que muitos sentimentos não morrem, apenas "adormecem".
Ou como se diz na blogosfera: entra em hiatus...

Quem sabe, um dia, o destino faça com que nos encontremos uma vez mais... ou não. Vai saber!

Fizeram as contas?
Quase 27 anos de amizade.

Rafael é especial pra mim e apesar dos acontecimentos, dos sentimentos, da distância... ele sempre será o meu melhor amigo e nossa amizade sempre estará de pé...
Aconteça o que acontecer!



Até a próxima! o/
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Pessoal

MEU LADO PESSOAL...

quinta-feira, janeiro 08, 2015

Meus amores - Fonte: Arquivo Pessoal

Eu, morrendo de saudade da minha filha e, ao falar com ela por telefone, adivinha por quem ela pergunta???
Pelo hamster dela!
O Ramish, que eu "carinhosamente" chamo de Sibicho (ou "esse bicho") hahahaha.

Confesso que não gosto muito de falar com ela por telefone, tenho sempre que me controlar pra não chorar, é angustiante!
Mas é bom saber que ela está bem e sentindo saudade de mim também... \o/


Aqui em casa, parece que as coisas estão melhorando...

O Pedro e a Manuela (meus bebês de quase 4 e quase 2 anos) estão mais amáveis um com o outro, brincando mais (juntos) e brigando menos. \o/

O Mozão está bem também, estamos conversando mais, ele está mais "colaborativo" com a organização, embora algumas coisas ainda me incomodem (me irritem, na verdade). Estou tentando reclamar menos e levando em consideração que ele está tentando, e que tem coisas que não são tão importantes assim...

Continuo torcendo para que nosso relacionamento volte ao que era ou, pelo menos, melhore um pouco mais. Meu amor por ele não morreu, porém eu ainda não consigo demonstrá-lo tanto quanto eu gostaria.

Sei que preciso me empenhar mais, mas também preciso ME amar mais de novo e isso não acontece do dia pra noite, principalmente quando se vive à sombra de uma possível recaída que pode chegar, a qualquer momento, por qualquer motivo...

Não posso deixar que isso se torne uma desculpa para que eu não me esforce, para que eu não tente ou para que eu continue deixando como está...

Fácil não é, mas impossível também não.

Não há sucesso sem esforço, sem suor, sem empenho, sem dedicação. O que mais me faltavam eram ânimo e disposição... Agora, eles estão voltando, aos poucos, e aparecendo em pequenos gestos, em cantinhos organizados, na roupa dobrada e guardada, nos lençóis trocados toda a semana (que cheirinho bom e que leveza traz pro quarto esse pequeno gesto) hummm...

O que me chateia é que agora tenho vontade de fazer as coisas, ânimo pra botar a mão na massa... E falta o danado do dinheiro!

Queria participar do Desafio de Organização 2015 do Vida Organizada (12 desafios, 1 por mês, um cômodo ou lugar a ser organizado no prazo de um mês) que, em Janeiro (gosto de escrever o nome do mês com letra maiúscula, tá?!), consiste em organizar, transformar, criar numa área externa: varanda, quintal, garagem, horta, jardim, cantinho de meditação, espaço gourmet, piscina, lugar pra brincar...

Já pensei em várias coisas, fotografei vários cantinhos (pra garantir as fotos do "antes" - necessárias para o desafio), mas tudo o que eu planejo precisa de dinheiro pra concretização, além do aval do meu pai (dono do terreno), ou seja... Vou deixar pra entrar no desafio de Fevereiro. Deixa quieto!

Como diz o gaudério: "Não tá morto quem peleia!"

Vou fazer o que estiver ao meu alcance, e for possível, enquanto o dinheiro não vem, deixar as coisas encaminhadas pra, quando ele ($$$) chegar, poder finalizar os projetos.

E toma-lhe vergonha na cara e chega de choramingo! Aff!


Até a próxima! o/
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depressão

23 DE MAIO DE 2014

segunda-feira, dezembro 15, 2014


Oi, Gurias e Guris! 


Encontrei um texto que eu escrevi dia 23 de maio de 2014...
Foi uma das boas experiências que vivi em um daqueles "dias de melhora" ou "momentos de lucidez".
Achei que seria legal postar aqui.
Então lá vai!


Hoje, depois de dar início há três dias, consegui terminar de "fazer" as minhas sobrancelhas. Já fazia alguns anos que não tocava nelas.

A louça continua empilhando na pia e arredores...
Agora, com a temperatura caindo rapidamente e o frio aumentando, a coisa tende a piorar.
Lavar roupa então, nem adianta ter vontade! Quando me disponho a fazer, o tempo não ajuda: ou chove ou está frio demais pra fazer com que a roupa seque. O pior é que a umidade ainda deixa um cheiro desagradável nas roupas.

Eu me sentia tão bem há alguns dias... A casa estava limpa e organizada, a louça em ordem (na medida do possível), roupa também... Até banho eu estava tomando e escovando os dentes e os cabelos!

E aos poucos, mas rapidamente, fui parando com tudo de novo.

Consegui levar a Malu na escola (ainda continuo conseguindo, que bom!) e depois, peguei o ônibus em direção à avenida Azenha, onde comprei os materiais que ela precisava pra nova escola.

A sensação foi indescritível! Me senti uma criança saindo sozinha pela primeira vez.
Olhava para todos os lados como se tudo fosse novidade. A respiração estava um pouco difícil, o peito estava apertado e o estômago embrulhado...

Como saí cedo, por causa do horário de aula da Malu, foi preciso ficar esperando as lojas abrirem. Enquanto esperava, as sensações iam e voltavam.
Ficava pensando que poderia ter voltado pra casa e saído mais tarde... Mas certamente eu não conseguiria sair novamente.


Apenas mais do mesmo, mas foi muito boa essa saída e foi bom dividir com vocês.



Até a próxima! o/

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crianças

O VIDA ORGANIZADA ORGANIZANDO MINHA VIDA

sábado, novembro 29, 2014



Oi Gurias e Guris!


No texto a seguir, eu conto como comecei a me organizar depois do posto "A SACUDIDA - O BANHO - A ESCALADA" - durante o mês de Setembro de 2014.


Acordei entusiasmada e disposta a mudar a minha situação e da minha casa. Ainda pela manhã, recebi mais uma injeção de ânimo quando Maria Luíza (Malu), minha filha de 6 anos (na época), acordou e ao me dar "bom dia", me abraçou, respirou fundo (deu uma fungada, na verdade, hahahaha) e disse:
"Hummm... Tá com cheirinho de mãe de novo."
Chorei, né?! Foi tudo de bom!

E no primeiro dia, depois de conhecer o Vida Organizada, fiz pouca coisa, mas como a própria Thais Godinho (criadora do V.O.) diz:
"Melhor fazer um pouco do que não fazer nada."

O QUE FIZ:

  • Acordei, fiz minha higiene e aproveitei pra limpar a pia do banheiro (cuba e bancada) e o espelho. Sem esfregação, sem perfeição, apenas o suficiente pra ficar limpo.
  • Troquei de roupa! Para alguém na minha situação, que passava o dia inteiro de pijama, vestir uma bermuda e uma camiseta mais bonitinha foi um grande passo! Pensando bem, "acordar entusiasmada e disposta" já foi um grande passo... hahaha
  • Fiz o almoço!
Continuei lendo e copiando algumas dicas e orientações do blog a fim de montar um planejamento compatível com o caos da minha casa.

Conclusão: eu precisava de uma agenda!
COMPRAR UMA AGENDA EM SETEMBRO??? (Ainda era setembro...)
Até poderia comprar uma permanente, mas como ainda tinha um pouco de dificuldade de sair de casa e material pra artesanato de sobra...

Primeira providência:
  • Fiz uma agenda! Colei folhas de papel sulfite e fiz a capa com papel cartaz. Ficou bonitinha...
Agenda: papel sulfite + cola + papel cartaz.
Como era um sábado aproveitei o fim de semana pra planejar e, igual a uma dieta, decidi começar na segunda-feira!

Seguindo o Vida Organizada...

5 COISAS PRA FAZER NA SEGUNDA-FEIRA
  1. Definir o menu da semana - qualquer coisa para agilizar e não correr o risco de "não sei o que fazer então não vou fazer".
  2. Alongar - o único exercício físico que me permito, por enquanto...
  3. Planejar a semana - entendeu agora o porquê da agenda? A depressão também acaba com a memória da gente!
  4. Destralhar por 15 minutos! - santo remédio pra acabar com a bagunça. Sacolinha na mão e desapego na mente. Não combina contigo ou com teu momento, está estragado ou quebrado, não serve, tu não ama mais ou perdeu a utilidade... Joga fora! Doa! Passa adiante!
  5. Não piorar a bagunça! - deu pra entender, né?!
Acrescentei à minha agenda mais algumas tarefas:
  • Lavar a louça.
  • Limpar a pia do banheiro (pra virar hábito).
  • Guardar as coisas em seus lugares.
  • Estender as roupas (que lavaram durante a noite).
  • Arrumar as camas.
O planejamento foi mais ou menos assim a semana toda.

BALANÇO DA PRIMEIRA SEMANA (15/09/14 - 21/09/14)
  • Consegui fazer muito pouco do que foi planejado.
  • Executei tarefas que não constavam na lista, mas estavam entre as orientações do Vida Organizada.
  • Incorporei os "15 minutos" para fazer qualquer coisa. Marcava no celular e, quando despertava, eu parava o que estava fazendo e ia fazer outra coisa, também por 15 minutos...
  • Comecei pela desordem visível e como tinha MUITA desordem visível não acabei na primeira semana...
  • Não fui pra cama sem guardar as coisas em seus devidos lugares.
  • Fiz listas de lugares pra limpar, coisas pra organizar e lugares pra destralhar.
  • Planejei e sonhei também. 
  • Destralhei roupas (por 15 minutos), desde o tempo da gravidez e de antes, que não serviam mais. Rendeu uma sacola grande e ainda tem mais pra ver, mas vou aos poucos.
  • Destralhei receitas que nunca farei (por 15 minutos). Aproveitei os papéis pra fazer um bloquinho de anotações.
  • Deleguei tarefas (colocando as crianças nos eixos também).
A Maria Luíza me viu arrumando, limpando e foi no embalo. Me fez uma surpresa, arrumando as camas, do jeitinho dela e a parabenizei. Agradeci por isso e deixei como estava para não desestimulá-la. No dia seguinte, ela varreu a sala e, no outro dia, organizou nossos cosméticos no banheiro. Tudo isso sem que eu pedisse!!!
As únicas coisas que peço são: guardar os brinquedos nas caixas correspondentes e colocar a roupa suja no banheiro.
Nisso até o Pedro (Pepe), de 3 anos e 4 meses, também participa. A Manuela (Lela), de 1 ano e 9 meses, está aprendendo os lugares das coisas, coloca sua mamadeira na pia, quando termina, e às vezes as dos irmãos também (por livre e espontânea vontade), coloca sua fralda na lixeira e guarda os brinquedos só com incentivo/ajuda.

Parece que começamos bem.
Perdi o ritmo, no fim de semana, por causa de uma crise de rinite alérgica (imagina a quantidade de pó acumulado em que eu mexi!!!), mas não parei.
Yeah! \o/

Procurei não me preocupar em como acordaria no dia seguinte, apenas planejava fazer mais...

"Você sabe que a sua casa está bagunçada, que tem muita coisa errada no ambiente onde você vive e isso lhe causa frustração. Gaste sua energia fazendo algo a respeito em vez de se sentir mal todos os dias" (Thais Godinho - Vida Organizada).


Até a próxima! o/
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depressão

A SACUDIDA - O BANHO - A ESCALADA

sexta-feira, novembro 28, 2014


Oi Gurias e Guris!


Flashback


Agora sim, eis o relato de como comecei a me recuperar de uma depressão profunda e como saí do fundo do poço...
 
A SACUDIDA.

Era exatamente o dia 12 de Setembro de 2014. Já havia anoitecido e lá estava eu, um corpo atirado no sofá (num deles, o outro estava cheio de roupas), alheia ao que estava acontecendo à minha volta, perdida em um "mundo paralelo" - uma tal de cidade/fazenda, num jogo de celular, que literalmente me tirava de órbita - quando minha filha Malu (Maria Luíza, de 6 anos) postou-se de pé ao meu lado com as mãos na cintura, feito um açucareiro, olhou bem pra minha cara e tascou sem dó:
- Mãe, por que tu não toma mais banho???

Putz! A coisa estava muito feia mesmo!
Naquele momento a minha reação mais rápida, infelizmente, foi mentir...
 - Como assim?! Tomo banho depois que vocês dormem...
Ela aceitou, mas não pareceu convencida.

O BANHO.

Com um aperto no peito, por conta da pergunta, cheguei a ter ânsias antes de dormir.
Depois que meus três bebês pegaram no sono, aproveitei a insônia (rotineira) e resolvi fazer a mentira virar verdade. Criei coragem (ou vergonha na cara!) e fui ao banho.

E que banho!
Me senti tão bem que até aproveitei pra fazer uma depilaçãozinha com lâmina mesmo... Nossa! A sensação é indescritível...
Foi ma-ra-vi-lho-so, definitivamente ressuscitador, essa é a palavra!
Parecia que eu havia tirado um peso de cima de mim, me senti mais leve mesmo!

A ESCALADA.

Completamente relaxada e com um sorriso nos lábios (pura satisfação...) me sentei no sofá pra curtir o momento...
Como curtir o momento, em sua plenitude, sem curtir a paisagem???

O chão sujo, um sofá desaparecido debaixo de uma pilha gigantesca de roupas (limpas, pelo menos), coisas como caixas, material escolar e de artesanato, papéis e brinquedos amontoados em cima e embaixo da mesa, a pia tão cheia de louça suja que se eu precisasse de qualquer coisa (prato, panela ou talher) eu teria que lavar, pois estava na pia e não no armário...

Pensei: "Preciso dar um jeito nisso, caso contrário, não vou me recuperar nunca! Mas por onde começar???"
Foi quando peguei meu celular e ao invés de conectar a cidade/fazenda digitei no google: Por onde começar a arrumar a bagunça?

O primeiro site/blog que apareceu foi o Vida Organizada da Thais Godinho.

Não arrumei nada, mas li muito, fiz muitas anotações e planos.
Fui dormir só quando o Mozão - marido - chegou do trabalho (5:00 da manhã do dia 13), nem vi o tempo passar e estava me sentindo outra!

Era uma manhã de sábado, perfeito pra começar uma programação de organização que depois vou contar como foi.


Até a próxima! o/
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Blog

O NOME DO BLOG - MOMENTOS DE LUCIDEZ (E NEM TANTO...)

quinta-feira, novembro 27, 2014



Oi Gurias e Guris!

Depois de fazer uma lista com 27 nomes diferentes, tentando pensar em um que traduzisse o que o blog mostraria, acabei escolhendo o que antes era só "Momentos de lucidez" e acrescentei o "e nem tanto..." pra ficar perfeito!

Pensei nesse nome por causa dos meus raros "dias de melhora" (como eu chamava), às vezes um, às vezes dois, dias em que tudo parecia melhorar.
Era quando eu trocava de roupa, escovava o cabelo, lavava (às vezes) toda a louça, dobrava as roupas que se acumulavam e amassavam no sofá, varria, saía de casa, arriscava um artesanato, testava receitas, brincava com as crianças - meus filhos adoravam quando eu forrava a mesa com jornal e os convidava para pintar.

Que fique bem claro que eu me animava fazer "algumas" dessas coisas, não todas.
Quando isso acontecia, minha mãe costumava perguntar:
- Baixou a diarista?

Se ela soubesse o quanto isso NÃO ajudava...
Mas como eu estava nos "dias de melhora" não me permitia ser rude em dizer.

Eram, no máximo, uns dois dias assim: com vontade e disposição para fazer algumas coisas. Não lembro de ter mais de dois dias seguidos com o mesmo ânimo, às vezes eu "murchava" gradativamente, em outras eu acordava no dia seguinte tão ou mais deprimida do que antes como se eu nem tivesse melhorado...

Com o passar do tempo eu já nem me sentia tão feliz com tais dias porque sabia que não durariam...


Até a próxima! o/
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depressão

O FUNDO DO POÇO...

quarta-feira, novembro 26, 2014


Oi Gurias e Guris!

(Flashback)

A licença-maternidade acabou e não consegui voltar ao trabalho.
Meu marido foi quem telefonou e marcou consulta, pra mim, com o psiquiatra pois eu não queria contato com as pessoas nem por telefone...
Parei (quase) completamente de sair de casa a ponto de ficar uma semana sem visitar meus pais... e moramos nos fundos da casa deles, no mesmo terreno!!!

Perdi as consultas com o psiquiatra (foram marcadas outras) por não conseguir sair de casa.
Às vezes não permitia que as crianças brincassem no pátio para não precisar botar o pé fora de casa...

Então recebi um chamado urgente, da empresa em que eu trabalhava, que me "obrigou" sair, pois o pior havia acontecido: demissão por justa causa por abandono de serviço.
Oito anos de dedicação e empenho, jogados fora!
Era o fundo do poço!

O pior era saber que estava pra acontecer e não conseguir reagir para evitar...

E só foi piorando.
A minha vontade foi se esvaindo cada dia mais...

Meu marido trabalhando no turno da noite, chegando às cinco da manhã e ainda tinha que se preocupar em preparar o almoço e às vezes a janta, quando vinha passar seu intervalo em casa, mas sempre acompanhado da frase:

"Não tem problema, deixa pra mim."

Era ele quem colocava seu uniforme pra lavar pois nem isso eu estava fazendo mais.

Meus filhos começaram a pedir pra tomar banho, porque comecei a desleixar com eles também.
Que tristeza...

Me forçava a fazer alguma coisa quando sabia que viria uma visita. Era quando o "furacão da limpeza" passava pela casa. A bagunça era toda escondida em caixas (que iam parar embaixo do berço), dentro dos roupeiros...
E o marido na parceria!
Lavava-se a louça, varria-se a casa, banho em todos...
Para logo depois da visita se despedir, eu me atirar no sofá novamente!

Porém, nos últimos meses, nem o "furacão" eu conseguia fazer mais - e algumas visitas puderam presenciar o caos que tomou conta da minha casa...

Minha mãe, que há muito não dava seus pitacos, dizia que já estava na hora de eu trocar de roupa. Nesse caso, eu estava usando um moletom (originalmente cinza-claro) com manchas marrons por toda a parte, encardido e, certamente, fedorento!

Eu deitava e levantava com a mesma roupa!
Nem escovava os dentes ou os cabelos, que eu apenas puxava pra trás e prendia.
Me tornei uma porca!


Até a próxima! o/
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depressão

O PARTO

terça-feira, novembro 25, 2014



Oi Gurias e Guris!

(Flashback)

E no dia 29 de Abril de 2013, a terceira filha nasceu.

Não a rejeitei (como morria de medo que acontecesse...), mas também não me apaixonei.

Já no quarto da maternidade, a sós com meu marido, fui categórica e perguntei se ele queria fazer o teste de DNA - tivéramos uma conversa, uns meses antes, na qual eu lhe disse, com todas as letras, que não o havia traído, porém continuei na defensiva pois não senti que a confiança dele em mim, estava restabelecida - e ele disse que a filha era dele e não seria necessário o exame.

Nossa relação não era mais a mesma desde aquela frase maldita:

"Para o teu próprio bem, é melhor que tu não esteja grávida!"

Às vezes ainda penso nessa frase, o detonador da minha derrocada em direção à depressão e ao fundo do poço!
Então, ele "resolveu" acreditar em mim, "aceitou" que a filha era dele, mas nem por um momento pensou em se desculpar por seu julgamento errado???

A mágoa ainda não passou...


Até a próxima! o/
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depressão

E AFUNDEI NO POÇO...

segunda-feira, novembro 24, 2014


Oi Gurias e Guris!

 (Flashback)

Pensei que me sentiria melhor estando na segurança da minha casa mas me enganei...
A tristeza não passou, a vontade de morrer também não... - não era vontade de suicídio, eu desejava ter uma chavezinha para apenas "desligar" e acabar com aquela dor e com o medo de não conseguir nem olhar para o bebê (outra menina) quando nascesse e aquilo estava me fazendo muito mal...

Não me lembro de ter comprado nada para o enxoval, não fiz chá-de-bebê, nem conversava com ela, como fiz com os outros dois (durante as gestações), e isso me doía, mas eu não conseguia!
A não ser quando (no final da gravidez) ela se mexia de um jeito que me machucava, aí eu acariciava a barriga e pedia pra ela relaxar, pois estava me machucando.

Me sentia uma péssima mãe, principalmente com os meus filhos mais velhos.
Eu gritava demais e sem necessidade. Eles estavam ficando com medo de mim. Minha filha perguntava por que eu gritava tanto com ela se ela não tinha feito nada...

Que merda! Eu estava acabando com a infância dos meus filhos e não sabia como parar.

E como para me salvar da completa insanidade, sempre que presenciava minhas crises de choro, era ela quem me consolava. Me colocava no colo, fazia cafuné e dizia:

"Vai passar, mamãe. Vai passar..."

Como não chorar mais???


Até a próxima! o/
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depressão

FOI QUANDO CAÍ NO POÇO...

domingo, novembro 23, 2014


Oi Gurias e Guris!

(Flashback)

Agora vem a pior parte, onde eu preciso admitir (quando mencionei a possibilidade de estar grávida de novo) que meu marido pensou que eu o havia traído (ele fez umas contas estranhas e constatou isso) e desde então me senti um lixo humano...

Comecei a odiar (sim, odiar...) estar grávida, comecei a odiar a mim mesma por ter cedido às investidas do meu marido (nunca resisti!) mesmo sem estar tomando anticoncepcionais... Uma estupidez!
SEMPRE FUI FIEL e estava passando por isso...

Comecei a morrer por dentro e parei de dizer que o amava, achei que ele não merecia mais ouvir depois de questionar minha fidelidade.
Esperei o teste de farmácia dar positivo pra depois surtar!!! Sim, eu surtei. Já tínhamos dois filhos, o mais novo estava quase completando 1 ano e nem caminhava ainda! Nossas condições financeiras não estavam das melhores e a notícia não fora bem recebida pelo meu marido (sinceramente, nem por mim...).

Foi a pior gravidez em todos os sentidos! Eu nem havia me recuperado completamente da gravidez anterior (a segunda cesárea) e talvez por isso eu tenha sentido dores do início ao fim da gestação. Os sintomas de depressão foram surgindo aos poucos e foram devorando minha vontade de viver len-ta-men-te...

Eu que sempre tive um senso de humor quase de comediante, fui murchando e meu humor ficou ácido e em alguns momentos agressivo. A sinceridade aparecia em momentos inoportunos, principalmente com pessoas que eu "tolerava" e passei a não suportar mais. 
No início os sintomas se confundiam com os efeitos dos hormônios da gravidez mas com o passar dos meses a tristeza foi aumentando, as crises de choro tornaram-se quase diárias, tinha insônia e precisava acordar às 4:30h pra trabalhar...

Estava com uns 5 meses de gravidez quando comecei a pensar em como poderia ser bom se eu morresse no parto... Esse pensamento ficou fixo, a vontade de fazer qualquer coisa foi sumindo e comecei a faltar ao trabalho.


Acordava (às vezes nem dormia), me arrumava, meu marido me levava até a empresa e eu não conseguia sair de dentro do carro. Me encolhia, chorava e pedia pra voltar pra casa...


Foi quando me encaminharam para o Serviço Social da empresa. Depois de conversar com a psicóloga sobre o que estava acontecendo comigo, ela mesma telefonou e marcou consulta com um psiquiatra... Fui à consulta. O psiquiatra me receitou um remédio para que eu me sentisse melhor e outro para quando tivesse insônia, ganhei um atestado e uma data para nova consulta.


Por fim fui para o INSS e fiquei "encostada" até o parto, quando um benefício daria lugar a outro, no caso, a licença-maternidade.


Até a próxima! o/
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Momentos

APRESENTANDO O BLOG - MOMENTOS DE LUCIDEZ (E NEM TANTO...)

sábado, novembro 22, 2014

Fonte Imagem

Oi Gurias e Guris!

Gostaria de me apresentar e dizer, mais ou menos, como o blog vai funcionar e o que poderá ser encontrado por aqui.

Meu nome é Tais Lopes, tenho 38 anos e sou casada há 7. Tenho 3 filhos: uma menina com 6 anos, um menino com 3 e outra menina com 1 ano.

Fui diagnosticada com depressão profunda durante minha última gravidez, e desde então minha casa, minha família, minha vida e eu não fomos mais os mesmos...

Negligenciei minha casa, meu trabalho, meus filhos, meu marido, meus familiares, meus amigos e a mim mesma... Me isolei, me afastei dos meus amigos e dos meus familiares. Meu humor ficou péssimo e me tornei uma pessoa intragável, sem paciência com tudo e com todos. Alterava o tom de voz sem motivo ou por motivos banais, sempre com as crianças e às vezes com o marido e outros familiares.

Perdi meu emprego, meus amigos não me procuraram mais, minha irmã e eu tínhamos brigado antes disso e paramos de nos falar... (uma pena).

Minha casa ficou um caos, pois eu não sentia vontade de fazer nada a não ser ficar na cama ou atirada (literalmente) no sofá "criando" uma cidade/fazenda no celular - vivendo num mundo paralelo.
Meus filhos sentiam minha falta mesmo eu estando ali...

Minha terceira gravidez???
Infelizmente foi um dos fatores que desencadeou minha depressão profunda e (podem me condenar, eu mereço!) foram os piores nove meses da minha vida! E no final, o meu maior medo era rejeitá-la (como disse anteriormente, minha caçula é uma menina) ao nascer.
No dia do parto, ainda senti esse medo mas (graças!) não aconteceu. No entanto, tendo o menino que ainda não caminhava, quando ela nasceu, foi complicado amamentá-la e cuidar dos outros dois. Acabei parando quando ela estava com 1 mês e meio de idade. 
Não a maltratei, mas só consegui dizer que a amava depois de um ano. E quando disse, chorei! Na verdade chorei muito desde a descoberta da gravidez (inteira!) até pouco tempo atrás... (2014) Junte os hormônios, que enlouquecem algumas mulheres (e alguns homens também) durante a gravidez, com a depressão e terá um rio de lágrimas...

Meu casamento ficou por um fio! E acredito que meu marido só não foi embora por causa das crianças.
Minha autoestima de-sa-pa-re-ceu...
Meu mundo estava ruindo e eu não tinha forças para evitar, nem lutar contra.

Essa é quase toda a história.
Darei mais detalhes aos poucos, para não deprimir os leitores também. Não seria nada bom... Estou melhorando (embora sempre haja possibilidade de uma recaída) e contarei o que tem me ajudado ultimamente.

Vou intercalar textos (ou não, ainda não sei) desde a descoberta da minha gravidez, tipo "flashback" com textos sobre como está minha vida atualmente.
Tomara que fique legal e vocês gostem.


Até a próxima! o/
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