E AFUNDEI NO POÇO...

segunda-feira, novembro 24, 2014



Oi Gurias e Guris!


 (Flashback)

Pensei que me sentiria melhor estando na segurança da minha casa mas me enganei...
A tristeza não passou, a vontade de morrer também não... - não era vontade de suicídio, eu desejava ter uma chavezinha para apenas "desligar" e acabar com aquela dor e com o medo de não conseguir nem olhar para o bebê (outra menina) quando nascesse e aquilo estava me fazendo muito mal...

Não me lembro de ter comprado nada para o enxoval, não fiz chá-de-bebê, nem conversava com ela como conversei com os outros dois e isso me doía mas eu não conseguia!
A não ser quando (no final da gravidez) ela se mexia de um jeito que me machucava, aí eu acariciava a barriga e pedia pra ela relaxar pois estava me machucando.

Me sentia uma péssima mãe, principalmente com os mais velhos.
Eu gritava demais e sem necessidade. Meus filhos estavam ficando com medo de mim. Minha filha perguntava por que eu gritava tanto com ela se ela não tinha feito nada...

Que merda! Eu estava acabando com a infância dos meus filhos e não sabia como parar.

E como para me salvar da completa insanidade, sempre que ela presenciava minhas crises de choro era ela quem me consolava, me colocava no colo, fazia cafuné e dizia: Vai passar, mamãe. Vai passar...
Como não chorar mais???


Até a próxima! o/
.

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4 comentários

  1. Bom dia!!!
    Li seu depoimento no blog da Thaís, e claro, sempre nos identificamos... obrigada por compartilhar seus sentimentos, força sempre!!!!
    FLYRoBrasileira

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  2. Bom dia!!!
    Muito obrigada a você por comentar e por me ajudar bastante também com seu blog. Sucesso!
    Um beijo

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  3. Tais, nao pense que vc nao foi tao carinhosa qto nos outros, pelo menos vc nao declarou coisas ruins pro bebe, nao xingou, já vi gente fazendo isso e nao foi legal, teve consequencias bem ruins... e sua filha foi uma fofa, sinal de que educou ela mto bem!


    bjs

    fernandamouta.blogspot.com

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  4. Muito obrigada, Fernanda. Agora a situação é outra em relação a minha filha mais nova mas... É difícil lembrar tais sentimentos.
    Um beijo

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