FOI QUANDO CAÍ NO POÇO...

domingo, novembro 23, 2014


Oi Gurias e Guris!

(Flashback)

Agora vem a pior parte, onde eu preciso admitir (quando mencionei a possibilidade de estar grávida de novo) que meu marido pensou que eu o havia traído (ele fez umas contas estranhas e constatou isso) e desde então me senti um lixo humano...

Comecei a odiar (sim, odiar...) estar grávida, comecei a odiar a mim mesma por ter cedido às investidas do meu marido (nunca resisti!) mesmo sem estar tomando anticoncepcionais... Uma estupidez!
SEMPRE FUI FIEL e estava passando por isso...

Comecei a morrer por dentro e parei de dizer que o amava, achei que ele não merecia mais ouvir depois de questionar minha fidelidade.
Esperei o teste de farmácia dar positivo pra depois surtar!!! Sim, eu surtei. Já tínhamos dois filhos, o mais novo estava quase completando 1 ano e nem caminhava ainda! Nossas condições financeiras não estavam das melhores e a notícia não fora bem recebida pelo meu marido (sinceramente, nem por mim...).

Foi a pior gravidez em todos os sentidos! Eu nem havia me recuperado completamente da gravidez anterior (a segunda cesárea) e talvez por isso eu tenha sentido dores do início ao fim da gestação. Os sintomas de depressão foram surgindo aos poucos e foram devorando minha vontade de viver len-ta-men-te...

Eu que sempre tive um senso de humor quase de comediante, fui murchando e meu humor ficou ácido e em alguns momentos agressivo. A sinceridade aparecia em momentos inoportunos, principalmente com pessoas que eu "tolerava" e passei a não suportar mais. 
No início os sintomas se confundiam com os efeitos dos hormônios da gravidez mas com o passar dos meses a tristeza foi aumentando, as crises de choro tornaram-se quase diárias, tinha insônia e precisava acordar às 4:30h pra trabalhar...

Estava com uns 5 meses de gravidez quando comecei a pensar em como poderia ser bom se eu morresse no parto... Esse pensamento ficou fixo, a vontade de fazer qualquer coisa foi sumindo e comecei a faltar ao trabalho.


Acordava (às vezes nem dormia), me arrumava, meu marido me levava até a empresa e eu não conseguia sair de dentro do carro. Me encolhia, chorava e pedia pra voltar pra casa...


Foi quando me encaminharam para o Serviço Social da empresa. Depois de conversar com a psicóloga sobre o que estava acontecendo comigo, ela mesma telefonou e marcou consulta com um psiquiatra... Fui à consulta. O psiquiatra me receitou um remédio para que eu me sentisse melhor e outro para quando tivesse insônia, ganhei um atestado e uma data para nova consulta.


Por fim fui para o INSS e fiquei "encostada" até o parto, quando um benefício daria lugar a outro, no caso, a licença-maternidade.


Até a próxima! o/
.

You Might Also Like

2 comentários

  1. Caramba Thais, deve ter sido bem dificil mesmo, ser acusada de algo que não fez.... to ansiosa pra ler tudo! ^^

    bjs

    fernandamouta.blogspot.com

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. TEM sido bem difícil, pois ainda dói lembrar dessa desconfiança...
      Um beijo

      Excluir

Não saia sem comentar!
Sua opinião é sempre bem-vinda e importante pra mim e pro blog.
Responderei a todos os comentários.

Obrigada pela visita.
Volte sempre!