O FUNDO DO POÇO...
quarta-feira, novembro 26, 2014
A licença-maternidade acabou e não consegui voltar ao trabalho.
Meu marido foi quem telefonou e marcou consulta, pra mim, com o psiquiatra pois eu não queria contato com as pessoas nem por telefone...
Parei (quase) completamente de sair de casa a ponto de ficar uma semana sem visitar meus pais... e moramos nos fundos da casa deles, no mesmo terreno!!!
Perdi as consultas com o psiquiatra (foram marcadas outras) por não conseguir sair de casa.
Às vezes não permitia que as crianças brincassem no pátio para não precisar botar o pé fora de casa...
Então recebi um chamado urgente, da empresa em que eu trabalhava, que me "obrigou" sair, pois o pior havia acontecido: demissão por justa causa por abandono de serviço.
Oito anos de dedicação e empenho, jogados fora!
Era o fundo do poço!
O pior era saber que estava pra acontecer e não conseguir reagir para evitar...
E só foi piorando.
A minha vontade foi se esvaindo cada dia mais...
Meu marido trabalhando no turno da noite, chegando às cinco da manhã e ainda tinha que se preocupar em preparar o almoço e às vezes a janta, quando vinha passar seu intervalo em casa, mas sempre acompanhado da frase:
"Não tem problema, deixa pra mim."
Era ele quem colocava seu uniforme pra lavar pois nem isso eu estava fazendo mais.
Meus filhos começaram a pedir pra tomar banho, porque comecei a desleixar com eles também.
Que tristeza...
Me forçava a fazer alguma coisa quando sabia que viria uma visita. Era quando o "furacão da limpeza" passava pela casa. A bagunça era toda escondida em caixas (que iam parar embaixo do berço), dentro dos roupeiros...
E o marido na parceria!
Lavava-se a louça, varria-se a casa, banho em todos...
Para logo depois da visita se despedir, eu me atirar no sofá novamente!
Porém, nos últimos meses, nem o "furacão" eu conseguia fazer mais - e algumas visitas puderam presenciar o caos que tomou conta da minha casa...
Minha mãe, que há muito não dava seus pitacos, dizia que já estava na hora de eu trocar de roupa. Nesse caso, eu estava usando um moletom (originalmente cinza-claro) com manchas marrons por toda a parte, encardido e, certamente, fedorento!
Eu deitava e levantava com a mesma roupa!
Nem escovava os dentes ou os cabelos, que eu apenas puxava pra trás e prendia.
Me tornei uma porca!
Até a próxima! o/
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4 comentários
Oi Taís,
ResponderExcluirDepois de comentar naquele post do Vida Organizada, estou acompanhando sua história por aqui, torcendo por um final feliz! :-)
Acho que escrever sobre tudo é bom para organizar também as ideias! Sucesso e força na sua caminhada!!!
Muito obrigada, Li.
ExcluirEstá fazendo, de fato, muito bem pra mim desabafar fazendo algo que gosto no caso escrever.
Um beijo
é Thais, que barra, nao consigo nem imaginar direito, mas fico feliz pq vejo que vc ta dando grandes passos para sair dessa depressão!
ResponderExcluirbjs
fernandamouta.blogspot.com
Um de cada vez né, Fernanda?! Não dá pra pedir demais...
ResponderExcluirUm beijo
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