TRATAMENTO DE CHOQUE

segunda-feira, dezembro 15, 2014


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E então, sem mais nem menos, eu surtei!

No domingo (14/12), ao ouvir minha mãe reclamando das mesmas coisas de sempre, eu explodi e lhe disse algumas verdades que estavam "entaladas" na minha garganta. Nem havia motivo pra isso, ela sempre reclama mas nunca muda a atitude, tal e qual a mãe dela e o que acho pior (e é o que mais me incomoda) é que estou indo pelo mesmo caminho.


Diversas vezes, involuntariamente, me pego fazendo as mesmas coisas ou tendo as mesmas atitudes que minha mãe. Coisas que sempre abominei e algumas que até me fizeram sofrer na infância. Não era nada violento mas algumas vezes me sentia humilhada e muitas vezes pensei que ela não me amava. Na verdade nem lembro de ter ouvido isso durante toda a minha infância ou adolescência, a não ser no conjunto: "Eu amo os meus filhos".

Talvez por isso eu faça questão de dizer aos meus que os amo todos os dias e de pedir desculpas quando reconheço que estou errada (coisa que ela nunca fez).

Ainda estou um pouco revoltada, ressentida, magoada, enciumada, rancorosa... (eu devia tratar isso!)
Ô mulher dramática!!!

Eis que na segunda-feira (15/12) eu desabei!

Acordei meu marido pra fazer o almoço pois eu já tinha dado três voltas na cozinha e não atinava fazer nada (com vontade e sem vontade ao mesmo tempo).
Depois de o almoço estar encaminhado fui pro quarto, no escuro e deitei na cama.
Caí no choro.
Quando imaginei (e esperei) que meu marido vinha pra me dar um abraço (que era tudo o que eu queria) e me acalentar...

- Reage! Teus filhos estão preocupados contigo! Tu não pode mais ficar assim, já melhorou uma vez, melhora de novo! Eu não consigo cuidar de tudo sozinho, NÓS precisamos de ti! Reage! Melhora! Vâmo lá! (...)

Na hora eu disse que ele não estava ajudando nem um pouco.
Chorei.
Chorei até me sentir aliviada.
É tão bom, parece que a gente esvazia...

Levantei, saí do quarto, fui até a sala e sentei no sofá.
A Maria Luíza (minha filha de 6 anos) logo veio me abraçar (quase chorei de novo...), perguntou se eu estava melhor, sentou-se no meu colo e ficamos um bom tempo abraçadas trocando beijinhos e "eu te amo's".

Durante o almoço tentei não dirigir a palavra ao meu marido (ainda estava muito irritada com ele) mas antes de eu acabar minha refeição já estávamos conversando e quando percebi estava agradecendo a ele pelo que fez.

Oi???
Isso mesmo!
Não sei se ele agiu certo ou errado, mas o que ele disse me fez pensar e, por mais que eu não queira aceitar, funcionou!
Me deu fôlego...

Tem muito tempo que nossa relação não é mais a mesma e espero, sinceramente, que um dia volte a ser o que era porém, se não voltar, sempre reconhecerei e serei grata por todo o apoio e empenho dele para me ajudar a enfrentar essa barra. Mesmo que tenha sido por vontade de consertar o estrago que fez, ou por compaixão ou por amor (?)...

Sempre lembrarei disso.
Principalmente desse "tratamento de choque"!

Até a próxima! o/

.

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2 comentários

  1. Às vezes precisamos levar uns tratamentos de choque pra acordar mesmo!
    Seja sempre grata a Deus pela sua família! :)

    bjs

    fernandamouta.blogspot.com

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    Respostas
    1. Concordo! Não foi fácil mas valeu a pena.

      Um beijo.

      Excluir

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